Qual máquina para qual serviço
As três se sobrepõem em vários serviços, e é por isso que a comparação importa. A diferença está em produção por hora, acesso ao terreno e custo de colocar a máquina na obra.
| Retroescavadeira | Escavadeira | Trator de esteira | |
|---|---|---|---|
| Faz melhor | Muitos serviços diferentes na mesma diária | Escavar volume e carregar caminhão | Empurrar e espalhar material |
| Rodado | Pneus — anda em via pública | Esteiras — exige prancha | Esteiras — exige prancha |
| Mobilização | Barata: a máquina se desloca sozinha | Cara: prancha ida e volta | Cara: prancha ida e volta |
| Terreno mole | Atola | Trabalha bem | Trabalha bem |
| Produção | Moderada em tudo | Alta em escavação | Alta em empuxo de curta distância |
| Onde não usar | Volume alto de um serviço só | Obra pequena e dispersa — mobilização não compensa | Escavação profunda e carga de caminhão |
A regra prática
Em contrato curto, o custo de mobilização pesa tanto quanto a diária. Uma retroescavadeira que chega dirigindo pode sair mais barata no total que uma escavadeira mais produtiva que precisa de prancha nos dois sentidos — mesmo produzindo menos por hora.
Em contrato longo, a conta inverte: a mobilização dilui e a produção passa a mandar. Aí vale a máquina especializada, e frequentemente a combinação escavadeira mais caminhão, ou trator de esteira conforme a distância de transporte.
Ao cotar, descreva o serviço e o prazo, não só o equipamento. A locadora que conhece o parque costuma indicar uma configuração melhor do que a pedida.